Platão

[Livro] Gorgias

Sinopse:

I — Na guerra e no combate, Sócrates, segundo o provérbio, é que é preciso proceder
dessa maneira.

Sócrates — Será que chegamos atrasados e, como se diz, depois da festa?

Cálicles — Sim, e uma festa citadina! Agora mesmo, Górgias nos expôs um mundo de
coisas belas.

Sócrates — A culpa, Cálicles, é do nosso amigo Querefonte, que nos reteve na ágora.

Querefonte — Não faz mal, Sócrates; vou reparar o dano. Como amigo meu, que é,
Górgias falará para nós, ou agora, ou noutra ocasião, conforme preferires.

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[Livro] Fedão

Sinopse:

I – Estiveste tu mesmo, Fedão, junto de Sócrates no dia em que ele tomou veneno na
prisão, ou ouviste de alguém?

Fedão – Não, eu mesmo, Equécrates.

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[Livro] Critão

Sinopse:

Personagens: Sócrates e Critão, dois velhos.
Cena: Uma cela, na prisão de Atenas.

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[Livro] O Banquete

Sinopse:

APOLODORO

- Creio que a respeito do que quereis saber não estou sem preparo. Com efeito, subia eu há pouco à
cidade, vindo de minha casa em Falero, quando um conhecido atrás de mim avistou-me e de longe me
chamou, exclamando em tom de brincadeira: “Falerino! Eh, tu, Apolodoro! Não me esperas?” Parei e
esperei. E ele disse-me: “Apolodoro, há pouco mesmo eu te procurava, desejando informar-me do
encontro de Agatão, Sócrates, Alcibíades, e dos demais que então assistiram ao banquete, e saber dos
seus discursos sobre o amor, como foram eles. Contou-mos uma outra pessoa que os tinha ouvido de
Fênix, o filho de Filipe, e que disse que também tu sabias. Ele porém nada tinha de claro a dizer.
Conta-me então, pois és o mais apontado a relatar as palavras do teu companheiro. E antes de tudo,
continuou, dize-me se tu mesmo estiveste presente àquele encontro ou não.” E eu respondi-lhe: “É
muitíssimo prováve1 que nada de claro te contou o teu narrador, se presumes que foi há pouco que se
realizou esse encontro de que me falas, de modo a também eu estar presente. Presumo, sim, disse ele.

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[Livro] O Mito da Caverna

Sinopse:

SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à
ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em
morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a
infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e
só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto.
Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos
imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os
tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos
bonecos maravilhosos que lhes exibem.

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[Livro] O Sofista

Sinopse:

Teodoro — Fiéis, Sócrates, à nossa combinação de ontem,
aqui estamos na melhor ordem. Trouxemos conosco este Estrangeiro,
natural de Eléia; é amigo dos discípulos de Parmênides e de Zenão, e
filósofo de grande merecimento.

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[Livro] Parmênides

Sinopse:

De Clazômenas, onde residimos, fomos para Atenas, e ao chegarmos à
Praça do Mercado, encontramos Adimanto e Glauco. Tomando-me da mão, disse
Adimanto: Saúde, Céfalo! Se precisares de alguma coisa que dependa de nós, é só
falares.

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[Livro] Teeteto

Sinopse:

Euclides — Voltaste há pouco do campo, Terpsião, ou já faz tempo?
Terpsião — Faz bastante tempo; procurei-te na praça do mercado e estranhei não encontrar-
te.
Euclides — É que não me achava na cidade.
Terpsião — Por onde andavas?
Euclides — Havia baixado ao porto, quando encontrei Teeteto, que transportavam do
acampamento de Corinto para Atenas.

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[Livro] Apologia de Socrátes

Sinopse:

O que vós, cidadão atenienses, haveis sentido, com o manejo dos meus
acusadores, não sei; certo é que eu, devido a eles, quase me esquecia de
mim mesmo, tão persuasivamente falavam. Contudo, não disseram, eu
o afirmo, nada de verdadeiro. Mas, entre as muitas mentiras que
divulgaram, uma, acima de todas, eu admiro: aquela pela qual disseram
que deveis ter cuidado para não serdes enganados por mim, como
homem hábil no falar.

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